11/08/2017 | 12h13m

Coluna da Maga

Magali Moraes escreve sobre os pais de ontem e de hoje

Miguel Neves / Divulgação

Quer ver coisas que antigamente todo mundo fazia e ninguém achava ruim? Dirigir com crianças no bagageiro do carro. Não usar cinto de segurança. Fumar em restaurante soltando baforadas no bife do cidadão ao lado. Aguentar piada machista. Homem não dividir as tarefas da casa. Sorte que a humanidade evoluiu. Mesmo que ainda falte uma boa caminhada em alguns desses exemplos citados, hoje em dia existe uma consciência maior do que é certo e errado.

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O papel dos pais também mudou muito. Há 30 anos, ver um pai trocando fralda era cena rara. E quem via, não entendia por que ele estava fazendo aquilo. Igualmente raro era um pai levantar no meio da noite pra acalmar pesadelo de filho, ajudar a fazer maquete pra aula ou falar sobre sexo com a gurizada mais velha. Preparar almoço pros filhos? Conhecer seus melhores amigos? Ir na reunião com a professora? Capaz! É triste pensar que tantas gerações de pais não conviveram com seus filhos e perderam momentos valiosos de proximidade.

Super-herói

Mas as oportunidades surgem pra quem sabe aproveitar. Olha que delícia fazer pelos netos o que não conseguiu fazer pelos filhos. Ou então ser pai de novo, em outra fase da vida, e usar a maturidade pra ser um paizão (dos enteados também). Fica a dica: pai Super-herói perdeu a graça. Super-heróis se ocupam demais salvando o mundo. É mais legal um pai que ensina a fazer o fogo do churrasco, que brinca de boneca, que vê série junto, que pergunta como foi o dia.

Meus filhos têm a sorte de ter um pai real, presente, parceiro, carinhoso e que, mesmo sendo muito amigo deles, não dá moleza. Eu tenho a sorte de ter esse cara do meu lado pra dividir as alegrias e responsabilidades dessa montanha-russa que é criar filhos. Ao Ricardo e a todos os pais que me leem (até o meu paizinho lá de cima), eu desejo um domingo bem vivido e cheio de amor.

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